publicado em: 21/05/2020

PAGANDO PRA VER

Bolsonaro parecia um presidente na reunião com os governadores nesta quinta-feira (21.05) e acertou com eles uma ajuda aos estados de R$: 60 bi.

O projeto de socorro fiscal a estados e municípios prevê aporte de R$ 125 bilhões, dividido em duas partes: R$: 60 bilhões é transferência direta, ou seja, de Brasília para as cidades e estados. 

Os outros R$: 65 bi são relativos a suspensão do pagamento de dívidas com a União. Deixando de pagar o que devem ao governo federal durante um tempo, esse dinheiro sobrará para aliviar o caixa das unidades da Federação. 

Em troca, estados e municípios se comprometem a não aumentar salários de servidores até o dia 31 de dezembro do ano que vem. 

Há exceções para algumas categorias como o pessoal da saúde e os policiais. 

Todo esse esforço é em decorrência da pandemia que assola o país. O encontro reuniu Bolsonaro e seus principais auxiliares, como Paulo Guedes. O presidente estava ladeado pelos presidentes da Câmara Federal, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, mediadores da reunião. 

E os governadores por videoconferência.  O governador do Ceará participou o lado do deputado federal Mauro Filho e dos secretários da Saúde do Estado e de Fortaleza. 

O encontro foi cordial, amistoso, e a cada vez que um governador falava, Bolsonaro ocupava o ouvido de Paulo Guedes para se orientar. 

Renato Casagrande (ES) sintetizou o pensamento de seus colegas e afirmou:  "Sabemos que não é só o atendimento de saúde que salva vidas, é o atendimento de saúde, disciplina nossa, isolamento, distanciamento. Tudo isso ajuda a salvar vidas. O que nós não precisamos: de crise política. Estamos vivendo três crises, e só vamos vence-las ponto a vida como prioridade de todos, é por isso e para isso que estamos aqui", disse. 

O encontro durou uma hora e ao final deu tudo certo para o presidente, que foi elogiado pelos governadores por finalmente sentar a mesa e agir como se espera. E é obrigação. 

Antes da reunião, Jair parou naquele cercadinho e criticou os governadores para o gado presente, recebendo de volta mugidos de apoio. 

Resta torcer para que ele cumpra com lucidez o que foi combinado, pactuado, negociado às
claras com os governadores, os prefeitos e os chefes do poder legislativo. 
Será que ele consegue?

Publicado por Cláudio Teran
"Um cara que não se cansa de correr na direção contrária" Formado em Administração pela Universidade Federal do Ceará/UVA Cetrede