publicado em: 10/05/2020

QUANDO OS FATOS DESMASCARAM

Bolsonaro gasta muito mais que Dilma e Temer com  o cartão corporativo e a gente paga. Detalhe: quem informa isso é o próprio governo dele. 

A média mensal de gastos de Jair Bolsonaro com o cartão corporativo é de milionário: R$: 709,6 mil por mês caros leitores. O valor é 60% a mais do que gastava Michel Temer, o presidente anterior. 

JAIR IMITA PT 
Dilma gastava muito com o corporativo. A média mensal dela era R$: 686,5 mil. Só que Bolsonaro gasta 3% a mais. É muita grana mesmo. 

DUAS CONVERSAS 
Uma coisa é o que político diz, outra é a realidade, e quando o sujeito vira gado e passa a idolatrar o governante, aí deixa de fiscaliza-lo. 

Quando assumiu, Bolsonaro ameaçou dar fim aos cartões corporativos, Havia mau uso deles desde o governo Lula, quando alguns assessores foram flagrados fazendo farra com essa grana. 

Só que assim que se abancou no poder, o velho Jair acostumado com mamata desde os tempos de deputado passou a usar os cartões. 

Em Fevereiro deste ano, Bolsonaro gastou R$: 1,9 milhão com o cartão corporativo. E bateu o recorde da gastança. Em 2014, Dilma Rousseff gastou R$: 1,6 milhão no corporativo. 

SIGILO QUASE TOTAL 
Os dados que mostram o tanto que Bolsonaro torra o dinheiro do contribuinte estão on line no Portal da Transparência. A força, já que a lei exige a publicidade dos gastos. 

Só que falta o  ítem "finalidade". Está sigiloso. Ou seja, E DAÍ gasta mais de R$: 700 mil por mês com o cartão de crédito do governo, a gente paga a conta, e não é informado onde vai o dinheiro. E o que esse homem compra tanto assim? Valores estratosféricos. 

Desde outubro que os gastos só aumentam. Neste ano o presidente foi duas vezes a SP, Pará e Rio de Janeiro. E aos EUA. Segundo a presidência os gastos no cartão cobriram estes deslocamentos, e custearam a volta de 34 brasileiros da China para o Brasil,  no começo da pandemia da COVID. 

O governo também alega que gasta com a segurança presidencial, combustíveis, e a alimentação, mas não há detalhes, e sem detalhes não se tem como checar.  

FARRA DO BOI 
Em 2008, segundo governo Lula, o extrato de um dos cartões corporativos foi revelado e ficamos sabendo de compras feitas em lojas de instrumentos musicais, choperia, free shop, joalheria, e veterinárias. 

Em agosto do ano passado, Bolsonaro disse diante do gado, naquele cercadinho, que "ia abrir pra imprensa a caixa preta do cartão dele para todos saberem". Era só mais uma fake news, claro. 

O Palácio do Planalto também justifica o sigilo quase total dos gastos como forma de "proteger a integridade" do E DAÍ. E daí? Pague e não bufe. Ou bufe... 

COM INFORMAÇÕES 
Portal da Transparência Brasil 
Folha de São Paulo